Topa Tudo por Mandato

 

Sassa, você viu aquele panaca se equilibrando em cima de um avestruz? De morrer de rir. Um baita de um mico. Cara do céu, no Topa Tudo por Dinheiro, havia limites claros para a palavra "tudo". O máximo que vi foi um baiano engolir um copo de molho de pimenta por 500 reais. Mesmo assim, fez careta. O jóquei de avestruz, não. Impassível, Sassa. Não perca.

Sai pra lá, meu!

Aqui, ó!

Perozzi, tô fora! Está me estranhando? A bebedeira austríaca ainda não passou. Que negócio é esse de veadinho com frutinhas vermelhas? Nem por um caralho.Fico com a bisteca com muita gordura do Sujinho, que no nosso tempo se chamava "Bar das Putas", muito mais digno.

Nesta semana estou ferrado de trabalho, é ruim mas passa.

Assim que der volto.

Ciao, belo.

Viadagens

 

 

Muito bem, canalha. Acabou a mamata. Estou de volta.

Confesso: comi veado com frutinhas silvestres, e adorei. A digníssima ficou um pouco enciumada quando recebeu a notícia, mas já se recuperou do choque. Estamos, inclusive, combinando de ir à Áustria no próximo ano para degustarmos o cervídeo juntinhos, num clima bem romântico. Coisas da era pós-Ciciollina. O amor ficou meio esquisito, mas continua lindo.

Sua reação, porém, me faz pensar que talvez esteja lambendo os beiços do inconsciente, doidão para sentir o gosto que tem um veadinho tenro, morno e todo ensopado. Não se avexe, velho Sassa. Tem prá todo mundo. Veadinho é o que não falta no Velho Continente. Se quiser, podemos combinar uma festa de Babete. Providenciaremos dois ou três veados bem coradinhos, tomamos umas duas garrafas de vinho, para soltar as amarras da alma, e caímos de boca. Solta essa franga, Sassa! A vida é curta, e daqui a pouco estaremos condenados a caldinhos ralos e papinhas. Melhor aproveitar enquanto ainda não chegamos àquele ponto em que, como dizia o outro, "la chair est triste, hélas, et j'ai lu tous les livres".

Só não gostei muito da inclusão da Torre de Pisa em meu roteiro turístico-amoroso com o Gigi. Se é para descambar, não vou ficar só molhando o pezinho na água. Quero mais é me afogar. Torre meia-bomba, não dá, Sassa. Melhor um obelisco egípcio. Affffff....

P.S.: Para animá-lo, incluí ali em cima uma cena em que nós dois aparecemos acariciando o ungulado. Não ficou bonitinho?

Ciao, bruto. Ci rivediamo domani.

Perozzi e as Frutinhas Vermelhas

 

 

Até o Tíquinho, meu cão fiel, sempre alegre e mordente, vestiu luto pelo fim da masculinidade de Perozzi.

 

O Quinteto Irreverente está de luto. Como se sabe, este é um blog de espadas. Sem preconceitos contra os boiolas, a quem até cumprimentamos, às vezes. O fato é que meus agentes espalhados pelo mundo me contam tudo, senão como ficaria a eterna conspiração? Do que o mundo seria salvo por Zé Dirceu e seus mensaleiros?

Fritz Wit e Hans Genstein me enviaram uma mensagem cifrada da velha Áustria de meu saudoso tio Francisco José dizendo: Perozzi não resistiu ao perigoso prato de veado , pediu mais pão para acabar com o molho, lambeu os beiços e agarrou Giovanni, o garçon italiano. Amor à primeira vista. Vergonhoso mas bonito de se ver.

Tragédia. Eu havia dito que, já que ele estava em crise de masculinidade, era importante que evitasse situações de perigo. O cretino é assim, sempre adorou viver em risco. Mas, desta vez se deu mal.

 

Eis o prato da perdição: Veadinho Austríaco com Frutinhas Vermelhas: de um lado ficam as frutinhas e do outro os veadinhos, ou vice-versa. No Brasil, chamos a isso simplemente de parada gay.

 

 

 

Perozzi e Giovanni passam por Piza para homenagear o maior símbolo gay do mundo.

 

 

 

Perozzi e Giovanni decidem fixar residência em Maratea na Costa Amalfitana.

 

 

 

Pelo Cristo Redentor local, entendemos a decisão do casal.

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