Alô, alô, marciano!

Perozzi e sua tecnologia de ponta. usá-la, bem... fudeu

Arrependei-vos, irmãos!

Cristo fala ao seu rebanho.

 

Lula discursava para dezenas de milhares de pessoas quando de repente, aparece Jesus Cristo baixando lentamente do céu. Quando chega ao lado de Lula, lhe diz algo ao ouvido. Então Lula dirigindo-se à multidão diz: 
 
Atenção companheiros! O companheiro Jesus Cristo aqui quer dizer umas palavras.
Jesus pega o microfone e diz:

- Povo brasileiro, este homem que tem barba
como eu, não prometeu lutar pelos mais pobres da mesma forma que eu fiz?
O povo responde:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!

- Não é verdade que, assim como eu multpliquei os pães e peixes para dar de comer a todos, este homem inventou o fome zero para que todos pudessem se alimentar?

O povo responde: 
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiim!

- Não é verdade que assegurou tratamento médico e remédios para os pobres, assim como eu curei os enfermos?
O povo grita:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiim!

- Não foi traído por companheiros de partido, assim como eu fui tráido por Judas?
O povo então gritou ainda mais forte:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!

- Então o que estão esperando pra crucificá-lo?

 

Sassa, acabo de descobrir um jeito simples e prático de votar em Nine Fingers. Não assistir aos programinhas do PT no horário político. De preferência, não olhar para a cara do arrivista sorrindo nos jornais. Aquele sorrisão gorducho, exalando empáfia com botox, parece estar me dizendo o tempo todo "enganei ocêis tudo, seus coió". Bato o olho, me dá náusea.

Mesmo na comparação com o leguminoso insosso, perde. É páreo duro, mas o chuchuzinho acaba ganhando por WO. No rosto do Alckmin tem qualquer coisa de menino cagão, de cu-de-ferro, de queridinho da mamãe. Mas, pelo menos, é um rosto mudo. Não diz nada. Por mais que os textos que ele decora fiquem tagarelando na TV, o silêncio da cara é sempre soberano, absoluto. No máximo, a gente tem a impressão de ouvir, de raro em raro, um lamento distante, do tipo "eu sei que já perdi". Mas chora tão baixinho que ninguém escuta. Nem prá dizer - "bem feito!". Cabrito bom, esse Geraldo.

O Lula, não. Fala até em poste, pregado num papel, sorrindo embaixo de um sinal vermelho. Fala pelo olho, fala pelo terno, fala pelo dedo que perdeu, fala pela barba, fala pelos dentes e, especialmente, fala pelo que não diz - fala sempre muito, mas muito mais do que está dizendo. Debruçado na janela, vendo o velório tucano passar pela rua da amargura, fala até pelos cotovelos. Não fala apenas o que as pessoas gostariam de ouvir. Fala do jeito que elas gostariam de falar - vitoriosas, escarrapachadas por cima da carne seca, fluentes no dialeto dos calhordas, transpirando cinismo e poder. Eu disse a você um dia, e reafirmo: é a melhor retórica do pior tipo que o Brasil já foi capaz de produzir.

É insuportável, mas, se conseguir não vê-lo, nem ouvi-lo até outubro, é nele que eu vou votar. Ia de Cristóvam, mas não dá. É voto nulo. Se eu fosse votar nulo, iria de "666, confirma". Voto na besta. Devo ser mais besta ainda. Sei lá.

Ci vediamo, Sassa. Nel mezzo della selva oscura, que o mezzo del camino já ficou prá trás. Agora, é tobogã. Ciao.

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