Ex-Blog do César Maia

http://cesarmaia.blogspot.com/

O César Maia tinha um blog que acabou, mas aí virou o Ex-Blog do César Maia. Hoje, ele manda diariamente comentários muito bons sobre política para os cadastrados. O homem é fera, são leituras que vão muito além da média sofrível dos analistas da imprensa.Não percam.

Os Sovietes do PT

Enquanto isso no Cone do Silêncio do Planalto...

Mais um trecho revelador do "A Queda do Império Soviético" de Michael Dobbs:

"A Suprema regra funcional na política de alto nível do Kremlin era o princípio da plausível negabilidade. Instruções eram dadas verbalmente, com freqüência por telefone, de tal maneira que sua fonte não podia se identificada. Por vezes, consistiam em pouco mais que um piscar de olho ou uma inclinação de cabeça."

Ah, se não fossem os velhos métodos dos sovietes passados de geração à geração o que seria de ninefingers?

Oh, Corronell Klink, no vi nada, no sei de nada!

É o Chalita, Idiota!

Chai chapeta!

Para sorte do mundo, a esquerda é na média um agrupamento de psicóticos que vê conspiração em tudo. Como não trabalham com a realidade, ela dá baile a torto e a direito na rubrada. Este discurso melodramático rocambolesco cheio de raciocínios lógicos de corar o bom senso pega em países latinos. Já os anglo-saxões não têm paciência com bobagens bem ditas ou bem escritas, preferem o conteúdo à forma, ouvem com calma, educação e finalizam o papo com um inapelável: So? (mais tarde escrevo sobre a mágica magistral desta expressão).

Sei lá, desconfio que a influência francesa de nossa intelectualidade tenha uma boa parte de culpa por esses desvios de objetividade. Veja o caso da declaração de tia Marilena. Quer dar um susto no eleitorado e avisa que Alckmin no poder significará a entrega do ensino universitário a empresas estrangeiras. Para a maior parte do ensino superior brasileiro até que não seria uma má idéia, convenhamos. Mas tia Mary é dada a ver conspiração em tudo que a dona zelite faz. Coitada, ficaria decepcionada se soubesse que o único que conspira o tempo todo é o Prof. Sassaroli, por pura diversão.

Voto no homem-legume, mas louco não sou, ainda. O risco para a educação num governo Alckmin se chama Chalita. O nosso dandi pedagógico. Deus do céu, procurando uma foto-pose sua, descobri que ele já lançou um CD. Bem, é bom lembrar que Gretchen, tão homenageada por mim na adolescência, começou assim e ultimamente tem feito filmes pornográficos com o maridão. Qual deles? Bem, a que filme você se refere?

Um venenino: pelo jeito tia Mary só se importa mesmo com as empresas estrageiras, pois não reclamou nem um pouco com o financiamento das empresas de educação pelo Prouni. Bem, companheiros, a isso se dá o nome de centralismo democrático. A melhor tradução que vi disso foi dada pelo Sassa, ops!, Sassa is me: pode trair sua mãe, seu pai, seus irmãos, sua mulher, seu país, seu Deus, sua ética a posteriori, sua moral, sua consciência, suas amantes, seu gerente de banco, sua cartomante, mas jamais traia nosso Comitê Central. Unidade é a força, unidade é à força.

(*) Pinto, desafio do Cidade contra Cidade do Sassa: acha aí os links para as músicas de G. Chalita.

O Medo ataca

Sassa apavora, como sempre.

Em 2002, a lírica dos 20 anos petista encantava o mundo infantilóide com a fábula da esperança vencendo o medo. Mitos, uma especialidade petista. A esperança virou uma fumaça, Chico Oliveira rodou a baiana, Marilena parou de ler jornais (sujava as mãos, eu acho), ninefingers continuou tomando sua caninha (no que faz muito bem) e Delúbio criou o neologismo "recursos não contabilizados" para dinheiro sujo, vejam que eram recursos não dinheiro, sútil diferença.

Em 2006, no desespero de perder as eleições, injustificado para mim, pois sempre disse aqui que Chuchu não emplaca, depois do desastre do debate, que acho que muda muito pouco, a petistalha muda de tática. Da 'esperança vencendo o medo', agora adotaram 'a esperança vendendo pelo medo', sútil diferença.

Até tia Marilena (especialista em ética petista, aquela que é a posteriori, ética é punir quando se descobre, como disse nine) espalhou que com Alckmin o ensino superior será entregue a empresas estrangeiras.

Nada como um dia depois do outro e mais outro para que a máscara petista caia. Vivemos tempos pedagógicos.

Perozzi, usa mais um de seus pseudônimos anôminos para me pentelhar (a CIA me disse que é o segundo maior índice de pseudônimos do hotmail, o primeiro é Bin Laden). Atacando de Mada (o grande amigo já foi mais criativo e masculino) acha que vou chorar com a vitória da guangue do ninefingers. Erro gosseiro, Sassa só chora por coisas importantes, o destino do Brasil em nada me emociona. Faço a minha parte, e como faço, o resto que se lasque.

Outro dia troquei meu olho de vidro por um novo super hightech. Era tão perfeito que ninguém conseguiu acertar qual era um qual era outro. Aí fiz a besteira de desafiar o Conde Maschetti e não é que o FDP acertou. Diante de meu espanto, ele disse: fácil, meu velho, conheço-o muito bem e percebi que um dos olhos tinha um pouquinho de calor humano, bingo! era o de vidro.

Ninefingers por si só já é muito divertido, tenho que admitir. Só INRI, outro que acha que é a encarnação pós-moderna do crucificado, me diverte mais; verdade é que também me causa inveja com aquele séquito de moçoilas a reverenciá-lo. Já os fiéis seguidores do nine são ainda mais engraçados que ele.Ou seja, será nine lá e nós aqui, uma piada atrás da outra, adoro a livre concorrência, embora nine leve a vantagem de ter uma mãe que nasceu analfabeta, mas não me entrego nem diante de uma desvantagem comunal como essa, vamos pro pau.

Além do mais, tenho a leve desconfiança de que nos próximos 4 anos de nine on the rocks teremos um pequena crise internacional, questão de probabilidade, e acho que vou me divertir muito vendo Guido Mantegna, uma topeira bem paga, e sua turma tentando sair da sinuca de bico.

 

Ninefingers filosofa e Sassa interpreta

O candidato do Perozzi diz que a onça vai beber água

 

Ou será que a jurupoca vai piar?

George Keep Walker me ligou hoje para dizer que se a jurupoca piar antes de 31 de outubro, a vaca vai para o brejo.

Laudelinas

Mestre Laudelino é porreta!

Mais duas chupadas do livro "Gallicismos" (1921) do grande Laudelino Freire, que eu e o Perozzi veneramos mais que tudo em língua portuguesa. A intenção do mestre é propor substitutos a galicismos usados no Brasil das primeiras décadas do século XX. É uma delícia de livro.

Na Ferradura:

Claque - para substituir este francesismo criou Castro o neologismo venapplauso, applauso vendido pelos que no theatro batem palmas aos actores, por dinheiro, ou por algum outro motivo: applauso forçado, não espontaneo. Este neologismo é formado com o adjectivo venal e o substantivo applauso.

No Cravo:

Cabello Chato - Cheveu chat, desajeitada e infiel expressão de cabelo escorrido, ou liso. (Ruy, 559)

Errou a primeira, afinal claque pegou, e acertou a segunda, o mais próximo que conheço é chato no pentelho, que não deixa de ser um cabelo. Conde Maschetti tem história boa sobre chatos em local inapropriado.

Joe Cocker

Joe Cocker é papa fina.

George Keep Walker me mandou através da mala diplomática um CD de Joe Cocker que é demais.ULTIMATE COLLECTION. Tá certo, o Pinto vai me cobrar os links das músicas. Acontece que sou um antiquado, destes que ainda compram CDs, afinal Michael Jackson precisa pagar seus advogados e a Gretchen os seus maridos. Zeno me mandou uns sites maneiros, mas ainda não pesquisei por lá.

Vamos fazer o seguinte, se o Alckmin ganhar a eleição eu só citarei Cds aqui com links, mas depois da posse que preciso de tempo para treinar.

Perozzi, me contou sua dignissíma enquando ela dormia bêbado, adora With a Little Help From My Friends. Já eu adoro Delta Lady.

Altos e Baixos Perozzianos

2002 - O primeiro ano do Resto de Nossas Vidas

Perozzi ri à toa com a chegada ao poder de ninefingers, o paraíso terreno está chegando, anunciam.

Ninefingers acaba com os projetos da rede de proteção social de FHC e Dona Ruth, e anuncia a redenção da humanidade com o Fome Zero. Homem de visão para cima, nine decide que não lhe basta consertar o Brasil. O mundo me cai bem, pensa ele. E o humilde filho da mãe que nasceu analfabeta propõe o Fome Zero Uordiuáide.

A realidade começa a cobrar seu preço e os apparatchik petistas descobrem que o Fome Zero é nota dez em burrice. Um erro grosseiro de administração. Nem vou perder meu tempo para explicar, qualquer aluno de primeiro ano de administração pode apontar 10 motivos para a idéia ser uma idiotice e dar errado.

2003-2004 - E LA NAVE VA (ma no se sabe pra onde)

Perozzi é tomado pelo velho espírito crítico. Cadê o paraíso?

As coisas vão, mas o que não vai? Ninefingers se esbalda com o poder. Perozzi começa a ficar cabreiro. Algo está errado em tudo isso. A dúvida cruel toma conta de sua alma: votei errado? Estava na cara e eu não vi?

2005 - O ANO EM QUE VIVEMOS EM PERIGO

A Volta do Bolsa Família é a nossa esperança que volta*

Ninefingers junta todas as bolsas e sapatos da Dona Ruth e lança o Bolsa Família. Perozzi fica encantado, finalmente uma luz no fim do túnel. Pronto, o homem adere ao entusiamo que volta a tomar conta "deste país". Agora vai, dizem eles.

Estoura o mensalão, ops!, o caixa dois, na verdade. A ética petista sai finalmente das trevas e encontra a luz. Os deuses e mitos se revelam homens de carne e osso, cometem erros, prevaricam, corrompem e são corrompidos, aceitam Land Rovers como presente por lobby governamental, e tutti quanti. Tudo moralismo barato da dona zelite. A causa é maior que tudo isso que está aí.

2006 - Tudo, tudo, tudo vai dar certo...

Coração mole, italiano sócio-sentimental, Perozzi retoma a velha crença.

(*) inspirei-me no hino do Partidão para comemorar a volta do Prestes.

Tem hora de atacar e hora de pensar.

Que 2010, que nada! Em 2010, o PSBD estará mais dividido do que o PMDB. Vai ser um pega-prá-capá do caralho, como convém. Aécio errou feio, deveria ter apoiado Serra. Agora, criou mais um concorrente para si mesmo. Se você observar com cuidado verá que o Chuchu foi muito melhor do que o Serra no primeiro turno, seu nome já é nacional, como aconteceu com Serra. E o Aécio?

Há quem diga que ele pode ser o candidato o Lula em 2010. Também há quem diga que já viu Papai Noel. Ou você acha que o PT apoiaria um candidato que não fosse petista para a presidência?

Anota aí, meu velho: esqueça partidos, vamos falar da necessidade do país. Em 2002, o homem era Serra, pois tinha força para mudar a direção da política econômica do país e aproveitar a onda de crescimento global. Teríamos arrebentado. Lula ganhou e teve que comprar credibilidade e pagou caríssimo por 25 anos de bravatas.

Acho que os próximos quatro anos não serão tão róseos como os últimos quatro. De novo o homem (que bom poder chamá-lo de homem!) não é Lula. De novo, era Serra. Mas não deu. Então que seja Alckmin. Por quê?

Pelo que tenho ouvido e lido, o Chuchu está montando uma puta equipe econômica com Nakano e José Roberto Mendonça de Barros, entre outros. Sua idéia é romper de vez com este modelo voltado exclusivamente para o mercado financeiro e focar no crescimento. O trabalho do Nakano no acerto das finanças em SP foi do caralho. Estes caras vão dar uma enxugada no tamanho do estado brasileiro, que não é privatização, é melhora no uso do dinheiro público e racionalização da administração. O exemplo mais visível do trabalho do Nakano em SP chama-se PoupaTempo, isso é o que aparece, mas muita coisa foi feita para tornar o estado eficiente. Com isso a economia pode crescer, receber investimentos privados pela melhoria do ambiente regulatório (que Lula detonou) e vai sobrar dinheiro para ampliar e aperfeiçoar (estes caras sabem pensar o Brasil de 20 anos à frente, muito além da próxima eleição) o seu tão amado Bolsa Família.

Mas qual o problema? Chuchu deve, infelizmente, perder a eleição, não dá para virar o jogo e conquistar tanto voto quanto o necessário. Fazer o quê? Serão duas chances históricas perdidas e , anota aí de novo, está e continuará nos custando muito caro.

O dilema de Sassaroli

"Vencendo o Nine Fingers, 2010 tá no papo. Mas, se o Pimpinela ganhar, fodeu!!! A esta altura do campeonato, porém, tenho que continuar mantendo a pose, ou o Perozzi come o meu fígado neste maldito blog... O que é que eu faço, meu Deus???"

Bateu, levou mais ainda

Continuemos nosso papo amigável

George Orwel dizia que quem controla o presente controla o passado e que quem controla o passado controla o futuro. Os petistas ditam o presente há muitos anos no Brasil, pois sempre acreditaram que nasceram predestinados a fazer deste país um paraíso terreno, sempre amparados pela esquerda católica e seu cristianismo primitivo de araque. Com isso, construíram para sua gente um passado de glória revolucionária (quase todos queriam uma ditadura aqui, e só ), de libertários valorosos, de homens e mulheres (como mando o politicamente correto) destemidos. Com este passado plástico (diria a rainha-mãe da plástica petista), repetem à exaustão que tudo que não origina no partido não tem valor, assim o futuro do país só tem um caminho, cair em suas mãos.

O que sempre fez ninefingers? Sempre superou suas fraquezas jogando sua origem humilde na cara do oponente, falando de sua mãe que mesmo nascendo analfabeta conseguiu lhe ensinar que 'cada macaco no seu galho'. A miséria sempre foi sua grande arma e, para que ela desse resultado, ele sempre contou com a nossa cultura cristã do homem eternamente culpado, do pecado do qual nunca nos livramos, etc. O oponente já começa a discussão alquebrado, de joelhos, pedindo perdão. Um causo: peguei o empreiteiro que reformava meu banheiro me surrupiando, sabe a primeira coisa que ele me disse depois do flagra: peraí, dotô, sou humilde. Já virou prática. Sou humilde, sou ininputável, pois você também é responsável pela minha miséria. Mandei o cara a merca e quase lhe quebrei a cara, nunca mais pisou no prédio. Lula teria dito que em 1960 o estado não cuidou bem dele quando era adolescente, nem que o cara seja hoje um patrão com 5 empregados, tenha carro, casa, seja um classe média baixa, vai lá.

Sorvete de Chuchu fez história, poucos perceberam, mas Alckmin finalmente rompeu com a atitude envergonhada dos oponentes do PT. Mostrou que ninefingers é um mito, só isso. Um mito no qual o próprio acredita. Enfim, foi lindo.

Adorei ver os protestos meio sem jeito pela agressividade do Chuchu, eles podem baixar o nível até onde for preciso, os outros, estudados (como argumentou o Lula outro dia), precisam ser civilizados, ou seja, cordeirinhos do deus de Frei Beto.

E para acabar, fica frio Perozitto que seu querido presidente vai ser reeleito. Nem muito mais porrada do Alckmin compensa o seu adorado Bolsa Família. Se fosse FHC seria voto de cabresto, mas com Lula é voto consciente.

Ciao, pernachia!!! 

Bateu, levou!

A vida como ela é.

Como Perozzi foi lá no Hipopótamo Zeno me provocar com mais uma de suas historinhas sobre dona Lu, eu, por educação, achei melhor dar aquelas tradicionais borrachadas no amigo aqui em casa, não pega bem ficar brigando na casa dos outros.

Comentando o post do Zeno sobre o debate, usei linguagem de boxe, que adoro, para explicar e elogiar o desempenho do Alckmin, em quem votei no primeiro e votarei no segundo turno. Alguns ficaram chocados com a imagem do fígado e do labirinto (batendo no primeiro se mina o adversário e, posteriormente, no segundo se manda o maldito para a lona, simples assim), mas muita gente deve preferir, por questões de estilo, a leveza, a elegância e a limpeza de dossiês. Andam frequentando muitas bienais, diria o Perozzi.

E termino meu comentário dizendo que dona Lu ficou tão enstusiamada com o marido que quis que ele desse três sem sair de cima, ontem à noite. Foi então que Perozzi compareceu com mais uma de suas insinuações contra dona Lu. Ela manda e Alckmin faz, é a nova. É o tipo de discussão que ninefingers esperava ter ontem, a programática, se é que me entendem. Explico, seus puritanos do caralho! é aquela que se tem regada a uísque em lugares especializados em entretenimento masculino adulto .

Desde a morte de Covas, perozzi, acho que devido à sua preocupação com o efeito das manchas solares na produção de aveio do meio-oeste americano, ele acusa Lu, como já fez aqui, de se vestir e se comportar mal no velório do Mário Covas. Resquícios do moralismo pequeno burguês dos tempos de petismo profundo, as pragas nunca se vão totalmente, como dizia meu tio e cientista Fon Brown. Pessoalmente, já que não sou dado a este tipo de moralismo, prefiro combater mensaleiros, eu gostaria que ela fosse totalmente pelada ao velório, pelo menos me daria alguma alegria num dia tão triste. Até hoje, ele não me mostrou nenhuma foto dela vestida em desacordo com aquela ocasião. Sei que a Senhora é meio deslumbrada, ninguém anda com Chalita a tira colo totalmente impune, mas tem seus méritos. Como homem, começaria apontando a beleza e o charme. Dá um caldão! Como cidadão, diria que sempre foi discreta, como faz o marido.Como contribuinte, diria que educou bem os filhos, trabalham, coisa rara para filhos de políticos, não recebem vantagens miliónárias de empresas ligadas ao estado.

Aliás, o moralismo petista é assim.É um escândalo a filha do Alkmin trabalhar na Daslu, mas a operação Gamecorp de Lulinha/Telemar é totalmente normal.O sujeito era monitor de animais no Zoológico (meu amigo Mazzola teve destino pior, foi monitor de alunos na Faculdade) e virou milionário da noite para a noite. Um Bill Gates do ABC. Gente como a gente ou, como diria aquela propaganda do Bamerindus, é gente que faz...

Perozzi, seu moralista pequeno burguês, procura lá no Google por fotos da madame e vê se acha algum decote ousado. Já consegui um foto dela na missa de 30 dias da morte do Covas, estava impecável. O problema do amigo é que sempre teve tesão pela Marta, um desencanto de mulher e eterna musa sexual do petismo. A cada nova esticada da mulher do lobista internacional franco-argentino, ele surta de raiva, é um naturalista como Von Humbold. Ontem, quando ela fez aqueles comentários inteligentérrimos sobre um candidato de plástico (ah, Freud e Freud explicam) deu para ver que quando fala já está com 3 expressões faciais simultâneas e diferentes, eram duas até fevereiro, dever ter visitado o pitanga deste então.

Mas por que perco tempo com uma irrelevância destas? Irrelevante é insinuação do Perozzi, que fique bem claro, pois um decote por menor que seja sua protuberância jamais o é. Bem, perco tempo com isso, pois o Brigadeiro Eduardo Gomes (eh, Biblioteca do Exército) nos ensinou que a democracia é a eterna vigilância. E, embora Perozzi não seja um petista, tem coração fraco e um pendor pelo populismo barato, não se pode deixar passar, senão ele afunda de vez e vira um abduzido. Qualquer sinal da moral auto-ajustável petista é manifestação de que a praga está chegando e como também ensinava Fon Brown, praga se alastra como uma praga e deve ser eliminada no ninho.

O que quero afinal? Simples, só isso que estái aí abaixo.

 

Quero critérios iguais para delitos iguais. Quero tratamento igual para seres humanos que, perante a justiça, são iguais.  Quero que a balancinha aí de cima seja respeitada. Não tinha visto, Perozzito? Olha bem que peso caprichado em cada balança.

Quer falar de Dona Lu, ok. Em seguida falaremos de Dona Marisa, sua estrela nos jardins do Palácio, sua cidadania italiana, seu filhinho Gamecorpiano. Acho tudo bobagem, mas quero critérios iguais.

Bater em Alckmin, Serra, FHC, Montoro, Covas (neste a petistalha bateu mesmo, lembram na Praça da República, greve de professores?) semrpe foi liberado e estimulado pela digníssima liderança petista. Mas chamar Lula de arrogante ou populista, estou leve hoje, sempre foi golpe e preconceito, não podia pois ele tinha a sursis eterna por sua origem. Os humildes, diria o Frei Beto, como se constata já há um ano, não fizeram, não sabiam, não erraram. O leste comunista criou a nova classe, os apparatchiks, a classe burocrática dirigente. Já no Brasil criamos os ininputáveis chiques.

Engraçado que ninefingers dizia pelos palanques do Brasil que ninguém tinha mais ética que ele, que ninguém podia discutir ética com ele. E não é que o cabra-macho ficou acuadinho em seu canto e nem sabia se tomava água ou se tomava água. Cadê aquela arrogância de quem já se comparou a Getúlio, Juscelino, Tiradentes e, num momento de modéstia, a Cristo?

Mas o que aconteceu? O Pardido Só De Bundões tem afinal um candidato que percebeu que é moralmente superior ao seu oponente. Ainda que católico, algum capeta da boa providência soprou-lhe que abondonasse aquele conceito católico-esquerdista de que você deve sempre se sentir culpado pela desgraça alheia e jamais discutir olho no olho com um humilde, mesmo que ele esteja levando sua carteira, tentando sujar sua honra com um dossiê ou querendo humilhar você perante todos.

Batman na Bienal

Batman: arte da Boa

Pô, falando de arte como lixo e lixo como arte, me lembrei de um episódio do velho e bom Batman. Havia um concurso de pintura em Gothan City. Entre os competidores tinha de tudo, o pinto clássico, o moderno com jeito afrancesado, um sujeito que dava as tintas a uma macaco que jogava na tela, etc.

Mas quem ganhou foi o vilão do episódio, que simplesmente não pintou nada, ficou coma a tela em branco. Seu agumento era mais ou menos este: de fato não havia nada, mas podia ser o melhor quadro do mundo, era uma pintura que dependia de quem a olhasse. O quadro dava a oportunidade para que cada pessoa imaginasse o quadro que melhor lhe aprouvesse. O Júri ficou maravilhado e lhe deu o primeiro prêmio. E assim se foi mais uma bienal em Gothan.

Bem melhor do que, digamos, 98,72% do que se produz no mundo.

PS: a linguagem dos críticos sempre me lembra a linguagem de catálogos de vinhos. O português está correto, mas tem ali uma tentativa de dar um ar chique a um vinagre. Dia desses, darei uns exemplos.

De acordo

Sassa, lá no meio, e sua instação nomeada: katiucha!

Ah, eu odeio a Bienal desde que nasci. Acho que nunca vistei uma. Fui a uma bienal do livro, quando o Golbery era vivo. Deu nos jornais que ele tinha ido no mesmo dia e comprado uma coleção completa da história da revolução gloriosa escrita pelo Élio Gaspari. Pura privataria, disseram á época. Ou pirataria, já não me lembro.

Já expus aqui meu preconceito cultuado e alimentado contra a maioria dos arrrrtisssstassss. Meu problema não é nem com suas obras, mas quando falam. PQP, só dá bobagem. É cada vez mais raro um cara que saiba verbalizar de maneira lógica. São todos filhos da Elza Soares e da Narcisa Tamboredenguy (sei lá como se escreve isso!). Se a entrevista for com o Amaury Junior, tanto melhor. Vi uma entrevista da Elza com a Marília Gabriela, deu pena.

Portanto, todo apoio ao pelourinho do Perozzi. Deixa que eu levo o sal. Já que acabaram com o Methiolate e com o álcool Zulu, vamos de gersal mesmo.

Eu odeio a Bienal!

A grande força da "arte" dos que vêm expor na Bienal é não ter nenhuma pretensão de ser arte. As aspas são seu escudo. O sr. Antoní Miralda, por exemplo, faz uma exposição de pratos intitulada "Sabores e Línguas". O catalão visitou diversas cidades da América e distribuiu pratos brancos a pessoas que moram nessas cidades. As pessoas fizeram desenhos, colaram recortes, objetos, rabiscaram, fizeram qualquer coisa. O que lhes desse na veneta. Aí, o "artista" fez uma "seleção" dessa porcaria toda e resolveu expor o resultado aqui no Brasil. Não é muito diferente do que se vê no dia dos pais numa escolinha infantil, exceto pelo fato de que os pirralhos não ganham dinheiro com isso. Interpelado, o "artista" concordaria plenamente. Não é arte, mesmo, ele diria. É intervenção. A diferença com a exposição de garranchos do Parquinho Infantil está justamente no lugar que a exposição de pratos ocupa. No Parquinho, os garranchos não ganham a dimensão simbólica que possuem ali, no caixotão do Niemeyer. Para que a empulhação empulhe de maneira mais completa, o autor dissolve qualquer pretensão de autoria por meio de um chamamento à participação. Há um espaço reservado à intervenção dos visitantes, que podem fazer seus próprios rabiscos, deixar bilhetinhos com seus comentários, devaneios, impropérios (meu caso), filosofices, e assim por diante. O importante é que o inconsciente seja soberano absoluto. O conteúdo deve sempre brotar de uma espécie de sopa coletiva, mais ou menos como acontece num teste de Rorschach, em que a mancha aleatória é simples ocasião para que cada um exercite suas faculdades associativas. A imprensa, como não pensa, insensa. A Globo é especialista nisso. Entrevista visitantes embasbacados dando a entender que, por trás daquela justificadíssima estupefação, há na verdade um riquíssimo processo cognitivo em curso. O pobre visitante estaria tendo a oportunidade de "refletir sobre o mundo em que vive", de "ver a realidade sob um novo prisma", "pensar a respeito das fronteiras da arte", e por aí vai. É nojento. Na república dos meus sonhos, vocês já sabem o tratamento que seria dado a toda essa corja (foto). Neste caso, ao invés da tradicional saraivada de tomates, eu sugeriria que os supliciados tivessem as bundas rabiscadas por um batalhão de crianças munidas de pincéis atômicos e sorvetões do McDonalds. O resultado da criação coletiva ficaria exposto a tarde toda à visitação, como forma de levar as pessoas (supliciados, inclusive) a refletirem não só sobre os limites da arte, mas também, e sobretudo, sobre os limites da paciência alheia.

Abaixo a Bienal!

Poucas coisas conseguem me deixar mais irritados do que uma visita à Bienal. Uma delas é ler o que se diz na imprensa a respeito da Bienal. A Bienal, como se sabe, é um amontoado de porcaria, de estrume, de empulhação e de impostura, onde, de vez em quando, pode-se encontrar uma coisinha ou outra que valha a pena ser vista. Já o que se diz na imprensa a respeito da Bienal é bem pior. É o elogio descarado da porcaria, do estrume, da empulhação e da impostura. Na república de meus sonhos, artistas e críticos passariam uma bela tarde de sol no pelourinho instalado na Praça da Sé. Seria a melhor instalação já feita em toda a história da arte contemporânea, com direito à fruição participativa do público, a quem eu franquearia acesso a uma farta provisão de tomates maduros dispostos em cestos de vime confeccionados por índios guajajara, sublinhando assim o caráter primitivo e livre do gesto que rompe os limites da cultura e afirma o primado do indivíduo. No final da tarde, os artistas seguriam algemados para Cumbica, enquanto os críticos, pela gravidade das faltas, teriam que suportar ainda uma sessão de dez chibatadas na bunda, a serem aplicadas por moradores de rua embriagados, exibindo assim o caráter opressor do discurso dominante, mas sugerindo, ao mesmo tempo, modalidades possíveis de revide. Escute só esta, Sassa. Está no site da Bienal. É sobre a performance a ser realizada por uma "artista" chamada Maria Teresa Hincapié - em bom português, Maria Teresa "Cabeça-Dura". Ela vai botar roupa de japonês em duas dúzias de figurantes, que desfilarão placidamente pelas ruas barulhentas de São Paulo. Só isso. Veio da Colômbia para o Brasil para fazer isso. Comentário do site: "A obra Peregrinos é uma espécie de procissão que propõe um momento de pausa, uma quietude para o ato de olhar que incita a delicadeza e a doçura. A performance, com o simples ato de uma peregrinação coletiva, busca a reflexão das pessoas para a dor do mundo. A idéia da contemplação no momento do caminhada como uma possibilidade de levar as pessoas a perceber sensações, atribuir valores simbólicos, enfim observar e sentir o mundo." Pois na minha modesta opinião não é nada disso. A "obra" (no sentido intestinal do termo) utiliza um clichê mais gasto que havaiana de andarilho para produzir um contraste mais pobre que o andarilho da havaiana. Só isso. Dona Cabeça-Dura não é artista. É oportunista. Conseguiu, sabe-se lá como, entrar para a patota que organiza essas megabobagens internacionais, e convenceu alguma empresa a financiar sua impostura em troca de isenções fiscais. Aposto uma Chimay como, no final das contas, deixaram de equipar uma escola rural na Colômbia para que Dona Cabeça-Dura pudesse montar no Brasil essa baboseira.

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