Cinema em Casa

Tio Sam Walton é batuta.

Dia desses, alguém que já não me lembro escreveu, meio que de gozação, que o prêmio Nobel da Paz deste ano não deveria ser dado a Muhammad Yunus, o banqueiro de Bangladesh que financia os pobres, mas a Sam Walton por ter criado o Wall Mart, o maior varejista do mundo, que tem o hábito de esmagar seus fornecedores por preços cada vez menores, o que favoreceria os podres.

Hoje, em meu habitual giro pelo empório do Tio Sam, mais uma vez encontrei maravilhas a preço de banana. Já comprei muitos DVDs lá com preços demais de bons. Pois bem, algum gênio das vendas conseguiu vender clássicos do cinema inglês ao Tio Sam sem ele perceber o mico, quem compra além do Sassa? Acho que quando passo na porta do estacionamento já avisam ao estoquista: Chico, corre lá e enche a gôndola de DVDs com aqueles micos do David Lean que o Prof. Sassaroli tá chegando. 

 

Nosso Barco, Nossa Alma (In Which We Serve) foi produzido em 1942 a pedido do governo britânico como propaganda de guerra (é o que diz a contracapa, mas achei isso em outro lugar). Sir Noel Coward só faltou servir de bucha de canhão neste filme, fez o roteiro, é o principal ator e o co-dirigiu com David Lean (é o primeiro crédito dele como diretor). É também o filme de estréia de Sir Richard Attenborough, John Mills, Celia Johnson e Daniel Massey. Por si só já é um filme belíssimo, mas quando penso que foi feito sob a pressão de três anos de guerra da Grã-Bretanha contra os nazistas fico ainda mais admirado como Coward e Lean abordam a vida num navio de guerra britânico de maneira tão singela, como falam de coragem, lealdade, caramadagem e patriotismo sem apelos. Tempos bons aqueles, até a guerra era mais digna. É o que é incrível, por R$9,99.

 

 

Desencanto (Brief Encounter) é de 1945. Baseada em uma peça de Sir Noel Coward, foi dirigido por David Lean. No imediato pós-guerra,Trevor Howard e Celia Johson fazem os personagens que se conhecem por acaso no café de uma estação de trem, sentem aquele calor danado, mas, diabos, são ambos bem casados. Quem não passou por isso que atire a primeira pedra. E para melhorar tudo, Lean escolhe o 2.º concerto para piano de Rachmaninoff para acompanhar Howard e Celia. Ops, também é R$9,99.

Ah, Lu Gimenez e Lu Huck, não comprem que tio Sassa não tem tempo de ficar explicando o final.

Transgênios

Pensando bem...

Já é difícil vencer os ecochatos na guerra pelos transgênicos. A Ministra Marina e sua trupe messiânica barram tudo que é avanço na área e o Brasil vai ficando para trás nisso também.

 

Mãe Porca, Pai Vagalume

Aí vêm uns cientistas chineses e produzem um porco transgênico com unhas fluorescentes. Além de ser uma experiência escrota, que só dá munição aos inimigos, fico me perguntando qual seria a utilidade prática disso?

Algumas hipóteses segundo a lógica sassaroliana:

( ) Aparecer melhor na foto de divulgação;

( ) Economizar com a manicure;

( ) Ser facilmente localizável no meio da torcida do verdão;

( ) Criar o primeiro porco-vagalume da história;

( ) Substituir o abajur;

( ) Modernizar o velho chiqueiro;

( ) Idéia de jerico adaptada ao porco.

Gerra na Àfrica

Dá pra tomá uma Kaiser antes?

 

Está no UOL: "ETIÓPIA ATACA SOMÁLIA".

 

Tradução Livre do Sassa: GUERRA DOS FARRAPOS 2

 

Frei Beto e Ênio, seu fiel escudeiro

Frei Beto muito nos inspira.

O eterno chato Frei Beto escreve hoje na Folha sobre o Natal. Como sempre, é pura pregação católico-esquerdista, esquerda retrógada, há uma esquerda inteligente, mas como muitas espécies, também ela está em extinção. Veja que pérola:

"NATAL é uma festa polissêmica. De certo modo, desconfortável. Para os cristãos, comemoração do nascimento de Jesus, Deus feito homem. Para a indústria e o comércio, privilegiada ocasião de promissoras vendas. Para uns tantos, miniférias de fim de ano. Para o peru, Dia de Finados."

Bem, vejamos qual a idiotice que esta falsa complexidade nos revela, na polissemia espiritual do santo frade, mal mesmo só o peru. Ué, será que o frade-mala aderiu aos militantes anti-holocausto animal?  Estavam dias desses na Paulista. Procurei a Brigitte Bardot, mas acho que já tinha ido pro Rodeio.

E o holocausto vegetal? Esta quantidade enorme de alface consumida com voracidade pelos humanos? Como diria o Ministro magri, alface também é gente. Ou não é?

Eu acrescentaria à polissemia do mala espiritual da nossa esquerda: e para Cristo é o dia do Juízo Final dada a mediocridade de seu séquito atual.

[ ver mensagens anteriores ]